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Cirurgias pelo SUS terão financiamento ampliado em até 300% em MS.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 26/07/2026
Por: Correio do Estado
Pacientes
que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) para realizar cirurgias
especializadas em Mato Grosso do Sul poderão ser beneficiados por uma ampliação
significativa dos recursos destinados aos procedimentos.
O Estado
passou a adotar complementação federal de até 300% para uma extensa
relação de cirurgias, incluindo intervenções cardíacas, oncológicas e
ortopédicas.
A mudança
foi oficializada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) por meio da Resolução
CIB/SES nº 1.329, publicada no Diário Oficial do Estado.
O ato
altera os percentuais de complementação federal dos procedimentos contemplados
pelo componente cirúrgico do programa de ampliação do acesso a especialistas.
Na
prática, procedimentos que anteriormente não contavam com complementação
federal adicional passam de 0% para 300%. Outros, que já recebiam adicional
equivalente a 100% do valor do procedimento principal, também passam a ter
complementação de 300%.
A mudança
não significa que o valor pago por todas as cirurgias simplesmente será
quadruplicado. O percentual corresponde à complementação financeira federal,
calculada sobre os procedimentos enquadrados nas regras do programa.
O
objetivo é aumentar a capacidade de financiamento e tornar mais viável a
realização de cirurgias consideradas estratégicas na rede pública.
A própria
resolução estadual destaca que a revisão dos limites máximos amplia a
capacidade de financiamento federal para a realização desses procedimentos
cirúrgicos.
Coração,
câncer, quadril e joelho estão na lista
Entre os
procedimentos contemplados estão cirurgias de alta complexidade e áreas que
concentram demanda relevante na rede pública.
Na
oncologia, por exemplo, passam de 0% para 300% de complementação procedimentos
como gastrectomia videolaparoscópica, esofagogastrectomia, laparotomia
exploradora, pancreatectomia parcial e colectomia, todos relacionados ao
tratamento cirúrgico de pacientes com câncer.
A
ortopedia também aparece entre as áreas contempladas. A lista inclui
artroplastia parcial do quadril, artroplastia total e de revisão do quadril,
próteses de joelho e reconstrução ligamentar intra-articular do joelho.
Esses
procedimentos não tinham complementação federal prevista na tabela apresentada
pela SES e passam ao patamar de 300%.
Também
foi incluído o tratamento cirúrgico de ruptura do menisco com meniscectomia
parcial ou total.
Cirurgias
cardíacas recebem reforço
Outro
grupo expressivo é o dos procedimentos cardiovasculares. A nova tabela
contempla desde a correção de aneurisma ou dissecção da aorta até
implantes e substituições de dispositivos cardíacos.
Entram na
relação diferentes modalidades de implante de marcapasso e
cardioversor-desfibrilador, além de prótese valvar, plástica valvar e
assistência circulatória.
Procedimentos
de revascularização do miocárdio também tiveram o percentual ampliado. Nesse
caso, algumas modalidades que já possuíam complementação de 100% passam para
300%, incluindo revascularizações com e sem circulação extracorpórea.
A lista
ainda contempla troca de geradores e eletrodos de dispositivos cardíacos e
troca valvar associada à revascularização.
Cirurgias
mais comuns também entram
A
ampliação não fica restrita aos procedimentos de maior complexidade. Cirurgias
de outras especialidades também aparecem na resolução.
Entre
elas estão retirada de amígdalas e adenoides, correção de desvio de septo,
timpanoplastia, turbinectomia e diferentes tipos de sinusotomia. Nesses casos,
a tabela publicada aponta mudança de 0% para 300% na complementação
federal.
A
laqueadura tubária também consta na relação e passa de complementação de
100% para 300%.
Com isso,
o reforço financeiro alcança desde procedimentos relativamente frequentes na
rede pública até operações de alta complexidade, como as realizadas nas áreas
de oncologia e cirurgia cardiovascular.
Programa
busca ampliar atendimento especializado
A
alteração ocorre dentro da estratégia federal para expansão do acesso à atenção
especializada. Conforme a resolução publicada pela SES, uma revisão normativa
permitiu elevar os limites máximos de complementação federal dos procedimentos
selecionados para até 300% do valor do procedimento principal.
A
Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul decidiu aderir aos novos percentuais
e formalizou a alteração após deliberação da Comissão Intergestores Bipartite
(CIB), instância que reúne representantes das gestões estadual e municipais de
saúde.
O
movimento cria condições financeiras para ampliar a oferta, mas não representa,
por si só, a abertura imediata de novas vagas nem garante que as filas serão
eliminadas.
O efeito
para os pacientes dependerá da execução do programa, da capacidade dos
hospitais e prestadores e da quantidade de procedimentos que efetivamente serão
contratados e realizados.
A
resolução entrou em vigor com sua publicação no Diário Oficial e estabelece os
novos percentuais para os procedimentos relacionados no documento.
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